Metal Gear Solid - Review


Game: Metal Gear Solid
Produtora: Konami
Ano: 1998
Gênero: Ação
Classificação: 17 +
Plataformas: Playstation, PC, GameCube
Jogadores: 1




Eu nunca fui um grande fã de jogos de guerra ou semelhantes, principalmente se for ao estilo FPS (First Person Shooter), mas a Konami definitivamente conseguiu me conquistar com Metal Gear Solid, obra do talentoso Hideo Kojima. O game faz o estilo Stealth, em que se deve passar despercebido por diversos ambientes, como um verdadeiro espião.


Você será Solid Snake, um soldado ex-aposentado que se infiltra em uma ilha remota do Alaska denominada Ilhas Fox, lá uma unidade de forças especiais geneticamente modificada, a FOXHOUND, lidera uma revolução nuclear. Esta ilha, de codinome "Shadow Moses", é o local de uma instalação de armazenamento de armas nucleares. Tais forças especiais que apreenderam a ilha tomaram posse do mecha nuclear Metal Gear REX, e estão ameaçando o governo dos Estados Unidos com um ataque nuclear se eles não receberem os restos mortais do "mercenário lendário" Big Boss em menos de 24 horas.

As cutscenes do game têm um tom bastante cinematográfico e são muito bem desenvolvidas, algo que vai além do seu tempo.










Nosso herói será auxiliado por diversas ferramentas ao longo do jogo, como o binóculo, os óculos de visão noturna ou infravermelha, armas de vários calibres, granadas que cegam os inimigos temporariamente ou enganam as câmeras que vigiam os locais, e até caixas para usar como disfarce. Um radar no topo da tela indicará o campo de visão dos guardas, estando fora deste campo, você não será percebido.

Caso alguém lhe veja, este radar ficará vermelho, indicando alerta, é necessário despistá-los e se esconder até que o contador que fica no radar chegue à zero, no processo ele ficará amarelo e voltará ao radar padrão, todos os guardas voltarão aos seus postos. Em alguns momentos o combate é obrigatório.


Snake também tem diversos movimentos úteis: ele é capaz de se esconder por detrás de paredes ou por baixo de veículos, aniquilar seus inimigos ao pegá-los despercebidos, fazer barulhos discretos para chamar a atenção de um guarda que esteja nas proximidades, além de possuir habilidades para o combate mano a mano, com socos, pontapés e arremessos (estes não são tão eficientes, mas na hora de fugir ajudam).

A câmera geralmente fica sobre o personagem mostrando uma visão meio aérea do ambiente, no entanto também é possível utilizar a visão em primeira pessoa para conhecer melhor o local antes de uma exploração profunda, a câmera também fica em primeira pessoa ao se esconder em locais pequenos e apertados.










Existem diversos itens escondidos pelos cenários, alguns muito úteis, portanto deve-se abusar bastante da exploração. Para a troca de itens, existem dois menus práticos que ficam na base da tela, de um lado ficam as armas, do outro os equipamentos. Apesar de tudo, o excesso de comandos pode dificultar a resposta rápida do jogador às situações.

Mas o maior destaque do game sem dúvidas vai para os bosses. São vários, cada um com suas peculiaridades, e até poderes, pois como já mencionado, a FOXHOUND é composta por forças especiais geneticamente modificadas. Cada um exige uma estratégia para ser derrotado e necessitam de algumas sessões de tentativa, erro e busca de novas estratégias. Não espere derrotá-los de primeira, mesmo com o auxilio de detonados.


O Psycho Mantis, por exemplo, usa poderes psíquicos para o combate, a Sniper Wolf é uma perita em armas de longa distância, o Vulcan Raven é um brutamontes que usa artilharia pesada maior que seu corpo, o Revolver Ocelot é um especialista em torturas e na artilharia, além de possuir grande importância no enredo, aparecendo em outros games da série. Outros bosses lhe enfrentarão em tanques, helicópteros e até no famigerado Metal Gear REX.










O game, por incrível que pareça também garante bons momentos de diversão casual, principalmente ao se destravar os extras, como uma roupa invisível e a máquina fotográfica, é possível encontrar os guardas em situações inusitadas, seja dormindo ou usando o banheiro. Existem até rumores de fantasmas que aparecem em certas fotos que você tira. Outros itens como a caixa usada para disfarce; a arma Nikita, que possibilita controlar o míssil lançado por ela e a bomba C4, explodida ao seu comando, podem trazer bons momentos de diversão sem compromisso.


Snake não é imune aos males que lhe rodeiam, ele pode até mesmo pegar uma gripe se ficar exposto muito tempo a ambientes gelados, os espirros inesperados e incontroláveis atrapalham a sua camuflagem silenciosa, para tal existe o medicamento adequado.

Os gráficos são agradáveis para a época, a trilha sonora ótima e fundamental com belas dublagens também, sem dúvidas um dos títulos mais importantes na indústria de games, que rendeu fabulosas continuações e até um remake para GameCube intitulado Metal Gear Solid: The Twin Snakes.

Prós: Enredo cinematográfico; Bosses e itens criativos; Momentos casuais.

Contras: Jogabilidade exige um pouco de prática.

Gráficos: 9.0
Som: 10
Jogabilidade: 8.5
Diversão: 9.5

1 Response to "Metal Gear Solid - Review"

  1. Syphon Filter me desculpe, mas esse é o melhor jogo de ação do Playstation 1, e o melhor de sua época. Não é a toa que recebeu de várias revistas o adjetivo "obra prima".

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