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Jak 3 - Review


Game: Jak 3
Produtora: Naughty Dog / Sony Computer Entertainment
Ano: 2004
Gênero: Aventura, Plataforma
Classificação: 13 +
Plataforma: Playstation 2
Jogadores: 1




O sucesso de Crash Bandicoot no Playstation, certamente teve um sucessor a sua altura no Playstation 2. Também desenvolvido pela Naughty Dog, Jak and Daxter, o primeiro episódio da franquia, conquistou trazendo uma jogabilidade diversificada, um mundo ligeiramente aberto e personagens carismáticos. Mas o game ainda fazia um perfil mais infantil.


Em Jak 3 este aspecto infantil é notoriamente deixado de lado, trazendo um Jak mais maduro e desafiador. O game começa quando Jak e seu inseparável amigo Daxter, estão sendo exilados de Haven city, visto que seus poderes ligados ao Eco Negro são considerados uma aparente ameaça.










Eles são largados no deserto, onde, após caminhar horas sem água, desmaiam e são encontrados por Damas, o imperador da cidade de Spargus. Após se recuperarem, Damas diz que para viver em Spargus é preciso mostrar o seu valor como guerreiro, e ser útil em alguma coisa, assim começam suas primeiras missões.


O game inicia com uma espécie de treinamento, e ao longo do enredo, nota-se pequenas semelhanças com a mecânica de GTA. A cidade de Spargus e seus habitantes caminhando pelas “ruas”, veículos para andar livremente no imenso deserto, - um dos pontos mais divertidos do jogo - e missões e submissões para se fazer em locais distintos do mapa.


Existem diferentes veículos, cada um com seu tipo de arma, resistência ou velocidade, alguns são adquiridos com as missões principais, e outra grande parte, adquirindo os precursor eggs escondidos pelos cenários ou através das submissões, onde, com eles é possível “comprar” os veículos para serem usados quando bem entender.


São cerca de oito veículos para o deserto. Mas nem só com eles você irá se aventurar pelo jogo, outros tipos de transporte como os Leapers, espécies de "minidinossauros", são encontrados por Spargus para facilitar sua locomoção e exploração. Bem como o Jet Board capaz de flutuar na água, e outros veículos mais tecnológicos e aéreos encontrados em Haven City.










Outro aspecto que já vem desde o segundo episódio, é o uso de armas de fogo, que são adquiridas ao se cumprir as missões principais. São quatro tipos, onde em cada um existem três armas diferentes. Com seus visuais e poderes excêntricos, elas possuem tiros explosivos, elétricos, de longa e curta distância, teleguiados, e até atômicos, se podemos chamar assim...


Uma novidade é que além do poder Eco Negro de Jak com quatro habilidades diferentes, também existe o Eco da Luz, com mais quatro novas habilidades muito úteis para sua aventura, como cura, escudo, possibilidade de parar o tempo e voar por curtas distâncias.

A jogabilidade responde bem, mas o excesso de comandos pode atrapalhar em situações que exijam mais agilidade como ao se enfrentar um boss por exemplo.










Os gráficos aproveitaram bem a capacidade do PS2, com ambientes amplos, detalhados e com total ou parcial ausência de loadings! Ele altera entre o dia e a noite com o passar do tempo, o que na verdade não influência em nada além do visual... Quanto à trilha sonora, pode-se dizer que cumpre o seu papel, mas não chega a ser marcante.


O mais legal de Jak 3, sem dúvidas é saber que ele não é linear, existe certa liberdade para se explorar e vagar pelos cenários, com ou sem compromisso, podendo voltar para locais do inicio do game quando bem entender, e quando se tornar necessário, pois Spargus, Haven City e o deserto são cercados de segredos e sidequests.









Existem nada menos que 600 precursor eggs espalhados e escondidos para serem trocados por melhoria nos armamentos, novos veículos e até mesmo cheats. E mesmo após terminar o game é possível continuar se divertindo nos minigames tentando quebrar recordes, refazer missões ou andar sem rumo com os veículos.

Prós: Não é linear; Liberdade para explorar os cenários; Diversidade nas missões.

Contras: Os controles podem atrapalhar um pouco as jogatinas.

Gráficos: 9.0
Som: 7.5
Jogabilidade: 8.0
Diversão: 9.0

Castlevania: Order of Ecclesia - Review



Game: Castlevania: Order of Ecclesia
Produtora: Konami
Ano: 2008
Gênero: Ação, Plataforma, RPG
Classificação: 13 +
Plataforma: Nintendo DS
Jogadores: 1 ou 2



Depois do clássico Symphony of the Night, poucos dos vários títulos da série Castlevania chegaram próximos de seu brilhantismo e riqueza. Não até os lançamentos da franquia para o portátil DS.

Castlevania: Order of Ecclesia é um game obrigatório para os fãs e curiosos da série. Todo o clima gótico recheado de novidades formam mais um clássico marcante!



Por volta do século XIX o clã Belmont formado por caçadores de vampiros e munidos com o chicote abençoado “Vampire Killer” desapareceu.

Como o Lorde das trevas, o Conde Drácula eventualmente retorna ao longo dos séculos alimentado pela maldade contida nos humanos, várias organizações surgiram para estudar formas de enfrentá-lo. A mais promissora delas é Ecclesia que cria uma tríade de Gylphs mágicos baseados nos poderes do Lorde chamados Dominus (Raiva, Ódio, Agonia) e que podem ser utilizados para derrotá-lo.

Shanoa, um membro da ordem de Ecclesia, é escolhida e treinada para servir de reservatório humano dos gylphs e ela será a heroína desta aventura épica.










Um dos aspectos mais bacanas deste Castlevania é que você passará por diversos lugares fora do costumeiro castelo de Drácula. Visitará vilas, montanhas, florestas, mansões abandonadas e até o fundo do mar! Os locais são selecionáveis numa espécie de World Map, e cada um tem sua trilha sonora, tipos e níveis de inimigos, bosses, itens, etc.

As armas neste Castlevania são os gylphs absorvidos por Shanoa. Eles gastam sua barra de MP (Magick Points) quando utilizados, e se atingir o limite, terá que aguardar para poder atacar novamente.



Você terá armas comuns como espadas e martelos e até gylphs de magias elementais. Equipe um tipo em cada mão e dê um ataque com Gylph Union para ver o resultado! Este ataque gastará Hearts. Existem várias combinações poderosas e magias dos mais diferentes tipos e utilidades. E na medida em que se utiliza um tipo de gylph de ataque, sua eficiência aumenta. Os tipos são: Corte, Impacto, Fogo, Gelo, Raio, Luz e Escuridão.


Há também os gylphs que ficam nas costas de Shanoa, estes aumentam seus atributos, lhe dão habilidades novas como correr em alta velocidade ou voar, invocam os chamados familiars para lhe ajudar nas batalhas ou lhe transformam em outras criaturas.

Não podemos esquecer os equipamentos que são distribuidos entre cabeça, tórax, pernas e acessórios que lhe dão diversos atributos que devem ser equipados estrategicamente.

Os gráficos de Order of Ecclesia estão espetaculares, muito bem desenhados! Sprites belíssimos em Shanoa que detalham seus movimentos, efeitos em 3D para o mar, por exemplo, mostrando sua fúria, etc.










O mesmo pode se dizer da trilha sonora, mágica e viciante, que combina com o clima gótico de Castlevania. Encaixa-se perfeitamente em cada ambiente. Apenas no castelo de Drácula que as músicas ficam um pouco repetitivas, mas nada que comprometa a diversão. As dublagens também ficaram ótimas, apesar de serem poucas. Mas Shanoa grita os nomes dos ataques ao utilizá-los dando um tempero empolgante as batalhas.

Além do enredo central você também contará com diversas Sidequests com os habitantes de Wygol Village. No inicio essa vila é desabitada, e você vai resgatando seus moradores ao longo do jogo.


As fabulosas batalhas contra os Bosses também estão presentes claro. Cada um exige uma estratégia e gylphs especificamente eficientes. Prepare-se para muitos Game Overs, pois o jogo não é dos mais fáceis!


Os controles respondem perfeitamente aos seus comandos, utilize a esquiva em excesso para driblar os ataques inimigos quando necessário, é uma ótima dica.

Para quem quer fazer 100% do game, ele estará recheado de coisas para fazer e explorar. Áreas secretas, inimigos poderosos, itens raros e etc.










Ao se finalizar, destravam-se diversos extras. Jogue com o personagem Albus, o qual é amigo de infância de Shanoa e também membro da ordem de Ecclesia; Escolha um modo de dificuldade mais elevado; Selecione o Boss Rush para enfrentar os diversos mestres do jogo; Ouça as músicas da trilha sonora, dentre outras coisas.

Há também um modo online onde se podem trocar itens com amigos ou enfrentá-los em modos versus.

Prós: Ambientes diversos; Ótimos gráficos e jogabilidade; Diversidade de armas e ataques.

Contras: Dificuldade elevada; Músicas repetitivas no castelo de Drácula.

Gráficos: 10
Som: 9.5
Jogabilidade: 10
Diversão: 9.5

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